Instituições museológicas e as redes sociais

Hoje em dia um grande número de museus estão migrando para as redes sociais, que são uma ferramenta de comunicação cada vez mais utilizada pelos próprios. As instituições culturais que, anos atrás, davam total prioridade às suas coleções de forma “reservada” estão a pôr agora, os visitantes no centro das suas atividades ao estabelecer relações com as suas comunidades, disponibilizar recursos para atrair públicos mais numerosos e diversos e aplicar novos conceitos e métodos para contribuir para que as ofertas dos museus sejam satisfatórias e educativas para o público em geral.

Porém, a utilização das redes sociais pelos museus, deve refletir os objetivos definidos pela instituição, por forma que a sua ferramenta de uso ajude a cumprir a missão proposta. São diversos os modos encontrados pelos centros culturais para utilizar as redes sociais disponíveis: procuram promover as suas atividades e coleções, promovem a interatividade com o público através de questões, debates, palestras, cursos, oficinas e participação em iniciativas e ainda promovem a divulgação de conteúdos dos seus visitantes, como publicação de fotos, vídeos e mensagens.

Porém, o museu deve perceber as características de cada uma das redes que tem ao seu dispor, conhecer a sua estrutura, o ponto ideal que é criado e as motivações de quem as usam, definindo desta forma uma estratégia de utilização. É necessário e importante não só perceber qual é exatamente a contribuição dos meios, para que também o museu possa cumprir o que está definido na sua missão e quais os recursos necessários para corresponder às expectativas que se criam a partir do momento que se utilizam e os pontos cruciais que pretende e possa atingir.

O crescente uso das redes sociais pelos museus não é apenas uma nova tendência. De fato, as novas tecnologias aumentam as possibilidades dos museus se comunicarem. Porém, esta atualização deve ocorrer de forma moderada, sem o abandono dos meios de comunicação tradicionais. A criação de espaços gratuitos é uma oportunidade que os museus não devem abandonar, pois permitem que os museus possam colocar de maneira livre e rápida a informação sobre as atividades e experiências na internet com poucos recursos financeiros.

Exemplo atual, pode se destacar o Museu Nacional de Belas Artes, Criado oficialmente em 1937 por Decreto do presidente Getúlio Vargas. O MNBA, como é conhecido, foi criar sua primeira e até então fan page oficial (facebook.com/MNBARio) em meados de 2013 pelo atual Assessor de Imprensa do museu, Nelson Moreira, que ao ingressar na instituição em 2010, se deparou apenas com o site desatualizado e sem muitas informações para o público se informar perante a programação e o que acontecia dentro da instituição museológica.

Passado 2 anos, o museu atualmente passou das 10.000 mil curtidas “de graça”, sem propaganda paga ao facebook. Hoje em dia não apenas tendo a fan page como forma de atualizar seus visitantes com informações atualizadas sobre exposições atuais, brincadeiras, cursos, palestras; o museu também está com um novo site (mnba.gov.br) totalmente reformulado e de fácil acesso para todos.

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Texto: Felippe Naus e Nadine Giffoni

Revisão: Priscilla Grasso

Edição: Mariana Moraes

Foto: Felippe Naus

Pauta: Felippe Naus, Mariana Moraes, Nadine Giffoni e Priscilla Grasso

 

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