A violência no jornalismo

Os jornalistas têm sido vítimas de violências, em tentativas criminosas de silenciar os que têm por ofício dar a voz

Uma das profissões que mais correm riscos em sua área de atuação é o Jornalismo. Motivadas por números que só crescem quando o assunto é violência contra a imprensa. Jornalistas no mundo todo têm sido vítimas de violência e é preciso mobilização para quebrar o ciclo da violência e impunidade. A segurança dos Jornalistas é fundamental para garantia das liberdades de expressão e da imprensa. Jornalistas ameaçados e/ou amedrontados ficam limitados na sua função de informar a sociedade dos fatos importantes que acontecem no dia-a-dia.

No Brasil em 2014, três jornalistas foram assassinados e mais de uma centena sofreu algum tipo de agressão. O assassinato da repórter cinematográfico da Band do Rio de Janeiro, Santiago Ilídio Andrade, chocou o país. Santiago foi atingido por um artefato explosivo, lançado por um manifestante, durante uma manifestação popular. Ele foi hospitalizado mas não resistiu. Neste caso, os responsáveis foram identificados, presos e respondem a processo criminal.

A impunidade nos casos de crimes contra jornalistas, aliás, é o mais grave problema a ser enfrentado. Pouco mais das agressões ocorridas em 2014, foram praticadas por policiais e manifestantes, durante protestos de rua. Com exceção do caso de Santiago Andrade, todos os demais agressores foram identificados

O maior número de agressão a jornalistas ocorreu em manifestações populares, assim como em 2013. Neste ano, 65 jornalistas foram agredidos durante manifestações de rua, número inferior ao registrado em 2013, quando 43 jornalistas sofreram agressões, mas ainda assim é um número alarmante, visto que representa a metade do total (50,39%) de casos.

Assim como em 2013, os casos de violência contra jornalistas brasileiros durante as manifestações de rua fez da Região Sudeste a mais violenta para a categoria. Das 129 agressões contra jornalistas registradas em 2014, 72 ocorreram no Sudeste, atingindo a porcentagem de 55,81%.

Na maioria das ocorrências, as vítimas foram repórteres fotográficos e cinematográficos, que são facilmente identificáveis, pelos equipamentos de trabalho que carregam. Os repórteres fotográficos também foram a maioria entre os profissionais de agências de notícias e freelancers agredidos. Foram registrados 14 casos de agressões contra profissionais de notícias (10,85%) e 11 casos de freelancers (8,53%).

Os jornalistas brasileiros também foram vítimas de trabalhadores/populares, de empresários da comunicação, de criminosos e de juízes/desembargadores, que cometeram seis agressões cada. Houve, ainda, três ocorrências de violência cometida por seguranças particulares e, outros casos, por torcedores.

Em cinco casos, incluindo dois assassinatos, os responsáveis pela violência contra os jornalistas não foram identificados.

Pauta: Jéssica Motta e Bruna Lima
Texto: Jéssica Motta
Revisão: Bruna Lima

 

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