5 motivos pelo qual a Libertadores é melhor que a Champions League

A UEFA Champions League é o torneio mais cobiçado do futebol mundial. Craques como Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar desfilam com seus talentos e encantam o mundo todo. Times consagrados como Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique dão show e mostram que o futebol europeu possui as melhores equipes, algo que é indiscutível. Até mesmo no Brasil podemos ver diversos fãs desses grandes times.

Entretanto, na América do Sul, existe um torneio mais emocionante: a Copa Libertadores da América. Apesar de toda a organização do torneio da UEFA, o bagunçado – mas acirrado – torneio da Conmebol, supera a Champions League em emoção. A Libertadores vai além dos fatores dentro das quatro linhas. O extra-campo também faz parte do jogo. Não é fácil conquistar a América.

1 – Torcida mais apaixonada

Se na Europa os torcedores costumam só fazer mosaicos e apoiar seu time sentado nas cadeiras (existem exceções), na América do Sul a paixão do torcedor é mais forte. Mosaico? Que nada. Aqui é festa com muito sinalizador, deixando o clima bastante hostil para o adversário. Acha que enfrentar o Barcelona no Camp Nou é difícil? Já tentou enfrentar o River Plate no Monumental lotado? É muito mais difícil.

2 – Campeões surpreendentes

É fácil prever os campeões da Champions League. Na maioria das vezes na última década venceu Real Madrid, Barcelona ou Bayern de Munique. Quase sempre os três chegam juntos pelo menos na semi-final. Poucas vezes venceu um campeão inédito – Chelsea, em 2012, foi campeão, entretanto teve investimento que poderia comprar quase todos os atletas da Libertadores.

Mas na Libertadores existem muitas surpresas. O campeonato é muito equilibrado e bastante nivelado. Não existe a qualidade os craques da Champions League, mas existe muita emoção. Nos últimos anos pudemos ver Corinthians, Atlético-MG e San Lorenzo conquistarem a América pela primeira vez.

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(Foto: EFE)

3 – Fatores extra-campo

Jogar no Santiago Bernabéu, Camp Nou ou Allianz Arena com as melhores infraestruturas do mundo é muito fácil. Quero ver enfrentar o Real Potosí na altitude de 4 mil metros, na Bolívia. Na Libertadores, dependendo do adversário, você ainda pode sofrer com o extra-campo – e quase sempre sofre. Altitude, gramados sintéticos, falta de estrutura, torcida jogando objetos em campo, árbitros caseiros, brigas, desorganização da Conmebol. São diversos os fatores que você precisa superar para chegar ao topo.

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(Foto: Marcos Ribolli)

4 – Astros

“Mas na Champions League também existem astros”. Sim, existem. Mas muitos deles começaram na Libertadores. É o caso de Neymar e Luis Suárez, atualmente no Barcelona, ou de James Rodríguez, hoje no Real Madrid. Vale lembrar Aguero e Alexis Sanchez também, que encantam no futebol da Inglaterra. Diego Milito, Verón, Diego Forlán, Tevez e até mesmo Ronaldinho Gaúcho, craques que encantaram aqui no início da carreira, foram encantar na Europa e retornaram para encantar a América do Sul mais uma vez antes de encerrar a carreira.

Messi e Cristiano Ronaldo jogam a Champions League? Legal. Mas Pelé, Garrincha, Tostão e Maradona já jogaram a Libertadores. Pois é, não tem como. A Libertadores revela muitos craques, que depois vão dominar a Europa.

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(Foto: Wagner Meier/Gazeta Press)

5 – Final mais emocionante

Na Europa, a decisão da Champions League é realizada em jogo único e em campo neutro. Claro, é emocionante, tudo pode acontecer num jogo só. Aliás, os dois times entram jogando para vencer. Nos últimos três anos, o Real Madrid conquistou o título duas vezes de forma espetacular – uma delas na prorrogação e a outra acabou apenas na decisão por pênaltis. Emoção não faltou.

Entretanto, a final da Libertadores é diferente. Na Europa é mole colocar em campo neutro, aliás, um espanhol pode viajar para Inglaterra, Portugal ou Alemanha apenas de trem. Na América do Sul, não tem como você viajar do Brasil para a Colômbia ou Argentina de trem, até porque não existe. Única saída é viajar de avião.

É por essa falta de estrutura no continente que a final da Libertadores é realizada em jogos de ida e volta. Os dois finalistas jogam diante de sua torcida e precisam encarar também a torcida rival. Não é fácil. O finalista com melhor campanha faz o segundo e decisivo jogo em casa. Com isso, a festa da torcida é algo espetacular. Incomparável. Vale tudo para apoiar o time e deixar o estádio num clima hostil para o adversário.

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(Foto: Divulgação/Fluminense F.C.)

Por Rodrigo da Costa

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